Aprovado – Projeto Vidas

VIDAS – Valorização e Inovação em Demências

A  Santa Casa da Misericódia de Caminha, teve uma candidatura aprovada, relativamente ao Projeto Vidas, da UMP,  que visa identificar a população com demência que já se encontra a receber cuidados em lar, estabelecendo padrões de boas práticas com os recursos existentes, adequando o nível de cuidados a estas necessidades específicas.

Em causa está o facto das demências, em Portugal, já atingirem cerca de 180 mil pessoas, 95 mil das quais com Alzheimer.

Transcrevemos aqui o foi divulgado na ocasião em Fátima

“Não é um projeto de betão e tijolo, mas é fundamental para a qualidade de vida das pessoas que sofrem de demências”. A afirmação foi feita pelo ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social durante a apresentação oficial do projeto “Vidas – Valorização e Inovação em Demências”, uma iniciativa da União das Misericórdias Portuguesas. A sessão teve lugar em Fátima, no dia 17 de fevereiro.

O projeto visa identificar a população com demência que já se encontra a receber cuidados em lar, estabelecendo padrões de boas práticas com os recursos existentes, adequando o nível de cuidados a estas necessidades específicas. Em causa está o facto das demências, em Portugal, já atingirem cerca de 180 mil pessoas, 95 mil das quais com Alzheimer. Trata-se de um “fenómeno crescente que o governo pretende acompanhar de forma permanente”, afirmou Pedro Mota Soares, para quem o Vidas é um “projeto histórico”.

Ainda segundo Pedro Mota Soares, pretende-se “dar uma formação específica a muitos técnicos das instituições sociais” para, por um lado, fazer “uma prevenção e um diagnóstico atempado” e, por outro, dar aos utentes “mais qualidade de vida, conseguindo garantir que, efetivamente, têm um tratamento mais adequado”.

Ao todo serão investidos cerca de 370 mil euros, através de financiamento do Programa Operacional Potencial Humano que deverá ser executado em 2014. O projeto conta ainda com a participação da Confederação Nacional Instituições de Solidariedade, Direção Geral de Saúde, Hospital Residencial do Mar, Hospital de Magalhães Lemos, Associação Alzheimer Portugal. O protocolo que formaliza a parceria entre as instituições foi igualmente assinado durante aquela sessão em Fátima.

Na fase piloto será assegurada formação para médicos e enfermeiros, ajudantes de lar, técnicos de serviço social, terapeutas ocupacionais e animadores e cuidadores informais. Essas ações formativas serão asseguradas através das entidades parceiras. O objetivo é o desenvolvimento de competências, com componentes específicas nas vertentes cognitiva e de terapia relacional, a quem presta cuidados a pessoas com demência.

Em paralelo a esta fase de formação, serão ainda implementadas medidas de adaptação dos espaços (em lar ou domicílio), sempre com base nas necessidades especiais das pessoas com demência. Conforme explicou o Gabinete de Apoio Técnico do Grupo Misericórdias saúde, (GMS), as adaptações não preveem a necessidade de obras de remodelação, mas apenas algumas alterações com vista ao bem-estar dos doentes. O tipo de piso e o posicionamento de espelhos são alguns exemplos de alterações possíveis, mas o processo de adaptação será avaliado e acompanhado caso a caso.

O apoio técnico será assegurado por um grupo de peritos e está ainda prevista a realização de estudos com vista a identificar as pessoas com demências nos lares e também avaliar o impacto das formações na qualidade dos serviços prestados aos doentes. À União das Misericórdias Portuguesas (UMP) caberá coordenar a execução do projeto e assegurar a aplicação dos montantes atribuídos pela autoridade de gestão do POPH (ver protocolo ao lado).

Para o presidente do Secretariado Nacional da UMP, o acordo de parceria assinado naquele dia é “um passo importante” para ajudar as pessoas que têm este problema de saúde, mas também para ajudar as suas famílias e melhorar o país, realçando o trabalho em parceria. “Se há algum mérito que esta crise pode ter é obrigar-nos a trabalhar em rede e estes passos que damos aqui são fundamentais”, destacou Manuel de Lemos.

Para o responsável concetual do projeto, Manuel Caldas de Almeida, “é fundamental dotar os recursos humanos de competências”. Em causa está o facto de que em relação às demências, ainda não há fármacos capazes de curar a doença e por isso a qualidade dos cuidados faz toda a diferença.

A sessão do dia 17 de fevereiro contou ainda com a presença de cerca de 60 pessoas, todas elas representantes de entidades que manifestaram interesse em integrar a fase piloto deste projeto da UMP.

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